Alfredo Scheid Lopes ganha Prêmio IPNI Brasil

O professor da Universidade Federal de Lavras, Alfredo Scheid Lopes, foi agraciado com o Prêmio Pesquisador Sênior do IPNI – International Plant Nutrition Institute. Segundo o presidente do IPNI Brasil, Luis Prochonow, a premiação representa o reconhecimento aos pesquisadores do país que contribuem para o desenvolvimento e promoção da informação científica sobre o manejo responsável dos nutrientes das plantas. O prêmio IPNI Brasil é concedido anualmente nos Congressos Brasileiros de Ciência do Solo, em anos ímpares, e nas Fertbios, nos anos pares. Os candidatos indicados ao Prêmio são escolhidos por uma comissão nomeada pela SBCS

Alfredo Sheid Lopes é conhecido por alunos e colegas de trabalho como Alfredão, não apenas porque chama atenção pela estatura, mas também pelo carisma e carinho que dispensa a todos os que o rodeiam.

A entrega do prêmio foi realizada pelo presidente da SBCS, Gonçalo Signorelli de Farias,no Simpósio sobre Fertilizantes promovido pelo IPNI durante o Congresso Brasileiro de Ciência do Solo, dia 30 de julho, em Florianópolis.

Nascido em Minduri, pequena cidade do interior de Minas, em 1937, o professor Alfredo formou-se em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura em Lavras, em 1961, concluiu o mestrado em Ciência do Solo pela North Carolina State University, nos Estados Unidos, em 1975 e o pós-doutorado na mesma universidade americana, em 1977. Ele é professor de Fertilidade e Manejo de Solos dos Trópicos da UFLA desde 1962. É autor ou organizador de 15 livros e de 28 capítulos de livros, além de vários outros trabalhos científicos e de extensão. Seu currículo chama a atenção também pela quantidade de eventos que participou ao longo da carreira. Foram mais de 600, em muitos deles atuando como palestrante, em diversos países. O professor Alfredo possui um blog onde disponibiliza trabalhos, palestras e outros materiais de consulta sobre sua obra (www.dcs.ufla.br/alfredao)

Em um discurso muito emocionado, o professor Alfredo dedicou o prêmio à família e à UFLA, onde continua trabalhando mesmo depois de aposentado, há mais de 20 anos. “Sempre transformei desafios em oportunidades”, disse lembrando-se de quando precisou levar mais de uma tonelada de solos para os EUA para estudar a fertilidade do cerrado brasileiro. “O magistério e a ciência do solo é uma profissão de fé na continuidade da produção de alimentos com sustentabilidade ambiental. E é essa a profissão de fé que espero de meus alunos”, disse ele pedindo aos jovens mais dedicação aos estudos sobre integração lavoura/pecuária. “Meus alunos são a razão da minha existência”, concluiu emocionando a platéia.