Estudante da UFRRJ ganha prêmio Jovem Pesquisador do IPNI Brasil

O estudante de agronomia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Matheus Motta Gomes, foi o agraciado com o prêmio Jovem Pesquisador do IPNI Brasil. A premiação foi entregue na tarde de ontem, dia 19, durante a Assembleia da SBCS, na FertBio 2016, em Goiânia. O prêmio foi entregue pelo diretor adjunto do International Plant Nutrition Institute (IPNI), Eros Francisco.

A premiação é concedida pelo IPNI Brasil a cada dois anos, em parceria com a SBCS, a estudantes inscritos na FertBio ou no CBCS, cujos trabalhos contemplados estão relacionados às áreas de Fertilidade do Solo, Nutrição de Plantas e/ou Adubos e Adubação e estão em consonância com a missão do IPNI.
Matheus Motta Gomes ganhou o prêmio com o trabalho “Os ácidos húmicos de vermicomposto modificam a absorção do amônio em plantas de arroz”, Ele é estudante de iniciação científica do Laboratório de Nutrição Mineral de Plantas da UFRRJ e é orientado pelo Professor Leandro Azevedo.
Segundo o resumo do trabalho, “O nitrogênio (N) é o nutriente requerido em maiores quantidades pelas plantas, sendo ainda essencial para todos os organismos vivos na Terra. As concentrações de N no solo podem variar em muitas ordens de grandeza e, em nossos ecossistemas, o amônio (NH4+) é a fonte predominante de N. Entre os efeitos dos ácidos húmicos (AH) ligados à nutrição de plantas está a sua habilidade em atuar positivamente sobre a absorção de diversos nutrientes. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar a indução do pré-tratamento com AH, aplicados via radicular, sobre a cinética de absorção do NH4+ em plantas de arroz da variedade Piauí submetidas a baixo e alto ressuprimentos desse nutriente. A taxa de absorção nas plantas conduzidas com 2,0 mM de N-NH4+ foi estimulada pelo pré-tratamento com AH, enquanto as taxas de absorção nas plantas com 0,2 mM de NH4+ não apresentaram diferenças para ambos os tratamentos. Não houve diferenças de Vmax entre os tratamentos e o valor de Km apresentou diferenças significativas, sendo maior para as plantas tratadas previamente com AH em relação às controle na concentração de 2,0 mM de NH4+. Estes resultados indicam que o tratamento prévio das plantas com AH possivelmente aumenta a afinidade de absorção no sistema radicular pelos íons NH4+, especialmente no sistema de baixa afinidade (LATs).”

estudante

Matheus Mota, a esquerda, ao lado do Diretor do IPNI Eros Francisco