Notícias



O Núcleo Regional Nordeste da SBCS lança o Volume 2 do seu Boletim Informativo

O lançamento foi realizado no Dia Mundial do Solo, 5 de dezembro.
 
Nas palavras do diretor do Núcleo, Júlio César Azevedo Nóbrega, ” a cada número publicado, caminhamos na consolidação do Boletim Informativo como um dos principais meios de comunicação e divulgação da Ciência do Solo e de seus pesquisadores, em nível regional. Neste sentido, o NRNE/SBCS, bem como toda a equipe editorial do Boletim Informativo, agradece a contribuição de todos na construção do v.2, n.1, de forma a proporcionar uma boa leitura numa temática tão importante para a Ciência do Solo: “A educação em Solos no Nordeste do Brasil”.
 
Visite a página do NRN e baixe o boletim Informativo 

Por que temos um Dia Mundial do Solo

O dia 05 de dezembro foi instituído pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como sendo o Dia Mundial do Solo. Nesse dia normalmente são realizadas sessões de comemoração e discussão abordando temas atuais sobre o solo. Nessas sessões é demonstrada toda a preocupação com o solo, destacando-se os efeitos de impacto da falta de conservação do solo para a sociedade.

A SBCS atua na organização de eventos científicos, dentre outras atividades, nas diversas áreas da ciência do solo no Brasil e, por meio da Revista Brasileira de Ciência do Solo (RBCS) e do Boletim Informativo, divulga resultados de trabalhos e de ações de pesquisa nessa área no país. Assim, a ciência, tecnologia e inovação decorrentes dessas pesquisas são disponibilizadas para o público ligado à agropecuária nacional. Parte dessas pesquisas tem foco na conservação do solo e da água e sustentabilidade ambiental. Além disso, a SBCS atua politicamente para que a sociedade se conscientize da importância ambiental do solo e da água e, com isso, force o estabelecimento de ações de governança que contemplem a conservação desse valioso recurso nacional.

Mesmo assim, a população em geral pouco se preocupa com as consequências da ação predatória do homem sobre o solo. Normalmente, ela foca em problemas climáticos e as consequências sobre a água. Esses problemas são amplamente divulgados e comentados pela grande mídia nacional. No entanto, a população não se dá conta de que o solo é o único recurso natural que sustenta a vida na terra e que se encontra em condições críticas quanto à sua preservação e conservação, também porque a mídia não trata disso.

O solo é a base para a produção de alimentos, fibras, bioenergia e outros bens de consumo humano e animal e, por isso, sustenta a vida animal e vegetal na terra por essas funções vitais que lhe são inerentes. Também, o solo sustenta as edificações em áreas urbanas e rurais e a estrutura de transportes, abriga a biodiversidade e os ciclos biogeoquímicos, serve como transformador de resíduos e como filtro e armazém para a água, dentre outros benefícios. Apesar de todas essas contribuições aos seres vivos, o solo não tem sido adequadamente tratado pelos humanos, os únicos capazes de, ao mesmo tempo, usá-lo e conservá-lo.

No Brasil, as perdas de solo por erosão chegam a milhões de toneladas anualmente e, em todo o planeta, perdem-se bilhões de toneladas por ano, incluindo os diversos tipos de cultivo. Esse solo perdido se acumula em mananciais de água, assoreando-os. É importante destacar que as perdas de solo acontecem via água que transporta esse solo. Assim, essa água que deixa de infiltrar no solo e que escoa pela superfície, causa enchentes e todas as consequências decorrentes disso. Como o solo e a água perdida se originam, em geral, de áreas agrícolas em cultivo, estão sempre carregadas de poluentes químicos e orgânicos de natureza diversa que causam contaminação ambiental. O principal efeito disso é a eutrofização que compromete a vida aquática.

O solo que recobre a parte sólida do planeta é um sistema vivo. Comparando-se a existência da terra com a vida de ser humano, na escala temporal, o solo é considerado um recurso natural não renovável, pois, durante a vida de uma pessoa não se é possível perceber o solo se formando. Assim, os mais de 7,2 bilhões de seres humanos têm que sobreviver com essa oferta de solo, cada vez mais escassa devido ao desgaste e degradação causado pela intensidade exploratória.

A comemoração do Dia Mundial do Solo, em 05 de dezembro, é plenamente justificável em vista da importância do solo. No entanto, é importante que essa comemoração seja constante, durante os 365 dias do ano. Assim, seria muito importante que o conjunto da sociedade composto por governos, gestores ambientais, professores especialmente de escolas básicas, e principalmente os cidadãos em geral, adotem gestos de conservação do solo em suas ações diárias.

 

Ildegardis Bertol (UDESC)

Diretor da Divisão 3 da SBCS

Uso e Manejo do Solo

Associe-se e fortaleça a ciência do solo no Brasil

A SBCS iniciou a campanha para estimular a associação de sócios para o ano de 2019.

Uma sociedade científica forte e atuante só é possível quando reúne pesquisadores de todo o Brasil dispostos a apoiá-la e fortalecê-la. Para isso, é preciso associar-se e participar ativamente de suas atividades. Mais quer oferecer descontos em eventos ou publicações, a SBCS representa quem faz a Ciência do Solo no Brasil e, para isso, precisa do apoio de todos.

Pague sua anuidade com descontos até o dia 22 de fevereiro.

O pagamento pode ser realizado no cartão de crédito, boleto, depósito bancário ou pelo PagSeguro. Quem possuir o cartão de crédito com as bandeiras (Visa, MasterCard e American Express) poderá pagar em até 2x sem juros.

Associe-se e convide um aluno ou colega para associar-se também.

Mulheres destacam-se nos órgãos representativos da ciência do solo mundial

A primeira mulher presidir a IUSS

Laura Bertha Reyes Sánchez, atual Secretária Geral da Sociedade Latino-Americana de Ciências do Solo e será a primeira mulher a assumir a presidência da União Internacional de Ciência do Solo. Laura é professora do Departamento de Edafologia da Universidade Nacional Autônoma do México.

Laura Bertha concorreu ao cargo com o professor Alex McBratney (Austrália) e obteve 45 dos 66 votos válidos. Todas as sociedades de ciência de solo associadas à IUSS estavam aptas a votar. O mandado, segundo o estatuto da IUSS, será de seis anos divididos da seguinte forma: dois anos como presidente eleito (2019/2020), dois anos como presidente (2021/2022) e mais dois anos como ex-presidente (2023-2024). Nesse último ano, a IUSS estará comemorando seu centenário.

A SBCS cumprimenta a professora Laura Bertha desejando muito sucesso na tarefa de representar a ciência do solo mundial.

Saiba mais sobre a nova presidente da IUSS no vídeo em que ela defende a sua candidatura.

https://www.youtube.com/watch?v=HPBr_D5IJKY

Uma mulher para presidir o ITPS

Rosa Poch, da Universidade de Lleida, Espanha, foi eleita para presidir o Painel Intergovernamental de Solos (ITPS) da FAO/ONU. O Painel Técnico Intergovernamental sobre Solos (ITPS) foi criado na primeira Assembleia Plenária da Global SoilPartnership(GSP), realizada na sede da FAO, em Roma, em 2013 e é composto por 27 especialistas em solo, representando todas as regiões do mundo. A principal função do ITPS é fornecer aconselhamento científico e técnico e orientação sobre questões globais do solo para a Parceria Global do Solo (GSP), principalmente, para solicitações específicas apresentadas por instituições globais ou regionais. O ITPS defende a gestão sustentável do solo nas diferentes agendas de desenvolvimento sustentável.

Lúcia Anjos será a nova representante do Brasil no ITPS da FAO

A professora do Departamento de Solos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e diretora da Divisão 1 da SBCS (Solo do Tempo e no Espaço), Lucia Helena Cunha dos Anjos, foi nomeada representante do Brasil no Intergovernmental Technical Panel on Soils (ITPS) da FAO/ONU). A indicação do nome da professora Lúcia Anjos foi consenso entre a SBCS, Embrapa, Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Para a professora Lúcia, a participação do Brasil no ITPS/GSP é uma oportunidade de compartilhar pesquisas e tecnologias geradas nas várias instituições brasileiras, com pioneirismo em solos e ambientes tropicais, bem como as políticas implementadas pelo MAPA. “A permanência do Brasil, entre os representantes da Aca Latina e Caribe indicados para esse mandato permitirá prosseguir e aprofundar ações iniciadas no mandato anterior pela pesquisadora Maria de Lourdes Mendonca Santos (Embrapa Solos)”, disse Lúcia Anjos.

Os novos membros foram efetivados na Sexta Assembleia Plenária do Global Soil Partnership (GSP), que aconteceu entre os dias 11 e 13 de junho, na sede da FAO, em Roma, e terão mandato até 2021.

Lúcia Anjos, a 4ª da esquerda para direita à frente. Rosa Poch, logo atrás dela, na segunda fila.

 

 

 

Reinaldo Cantarutti rebece prêmio de pesquisador sênior do IPNI

O professor Reinaldo Bertola Cantarutti, do Departamento de Solos e Nutrição de Plantas da UFV foi premiado na categoria “Pesquisador Sênior 2018” pelo International Plant Nutrition Institute (IPNI). A premiação é concedida todos os anos, para homenagear os profissionais que realizam trabalhos de excelência nas áreas de nutrição de plantas, fertilidade do solo e fertilizantes. A premiação foi entregue ao professor Cantarutti pelo diretor do INPI no Brasil, Luis Prochnow, durante palestra dele no Simpósio de comemorações dos 90 do Departamento de Solos, dia 26 de outubro.

O IPNI é uma organização sem fins lucrativos dedicada a desenvolver e promover informações científicas sobre o manejo responsável dos nutrientes das plantas para o benefício da família humana.

Reinaldo Bertola Cantarutti fez graduação (1977), mestrado (1980) e doutorado (1996) na Universidade Federal de Viçosa. Foi pesquisador do Centro de Pesquisas do Cacau / CEPLAC (1980 – 1996) atuando na área de nutrição de plantas forrageiras de adubação de pastagens. Coordenou o Programa de Pesquisa em Bovinocultura do CEPEC, membro brasileiro no Comitê da Red Internacional de Evalución de Pasturas Tropicales – RIEPT/Centro Internacional de Agricultura Tropical, entre 1986 e 1991). É professor na área de fertilidade do solo no Departamento de Solos / Universidade Federal de Viçosa desde 1996.  Desenvolve pesquisa na dinâmica do nitrogênio no continuo solo-planta, desenvolvimento e avaliação de fertilizantes nitrogenados, avaliação da fertilidade do solo e recomendação de adubação e nutrição de plantas forrageiras e adubação de pastagens.

É membro da Secretaria Executiva da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, como tesoureiro, entre 2001 e 2011 e como Secretário Geral desde 2011.

É editor executivo da Revista Brasileira de Ciência do Solo e co-editor do Boletim Informativo da SBCS.

Segundo o diretor do INPI, a escolha do nome do professor Cantarutti deve-se à dedicação dele à SBCS e às diversas contribuições dele à ciência do solo no Brasil.

Professor Cantarutti, à esquerda, recebe prêmio do diretor do IPNI, Luís Prochnow

Sistema Brasileiro de Classificação de Solos ganha versão eletrônica gratuita

 

A Embrapa lançou, durante o XXI Congresso Mundial de Ciência do Solo, no Rio de Janeiro (RJ), a 5ª edição revisada e ampliada do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS), livro que é referência para pesquisadores, estudantes e produtores agrícolas desde 1997. A obra, que não era atualizada desde 2013, ganhou uma inédita versão em inglês e pela primeira vez está disponível gratuitamente, no formato e-book.

A 5ª edição do SiBCS traz ajustes e correções de conceitos básicos relativos a definição de solo, caracteres e horizontes diagnósticos, bem como alterações de redação, redefinição da seção de controle, eliminação ou incorporação de classes de solos em todos os níveis categóricos. “Foram criadas novas classes de níveis categóricos mais baixos, adequações no segundo e no primeiro níveis categóricos e implementadas e eliminadas algumas classes no terceiro nível. São mudanças bastante técnicas, que no mapeamento, no levantamento ou na classificação de solos têm um impacto importante’, ressalta o pesquisador da Embrapa Solos, José Francisco Lumbreras.

A nova versão do SiBCS ganha importância especial no ano em que foi oficializado o Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos), que terá a missão de mapear em escalas mais detalhadas 8,2 milhões de km² do território nacional até 2048. Trabalho que será realizado por equipes formadas por profissionais de dezenas de instituições, espalhadas por todos os estados brasileiros. ‘O PronaSolos vai ajudar muito, ao longo dos anos, a melhorar o SiBICS. Mas o sistema em si já vai dar uma grande contribuição ao programa, para que haja uma padronização de procedimentos e as equipes falem a mesma linguagem’, diz Lumbreras.

 

Fonte: Embrapa

Endereço para baixar: https://www.embrapa.br/solos/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1094003/sistema-brasileiro-de-classificacao-de-solos

Falecimento de Humberto Gonçalves dos Santos

A SBCS comunica, com muito pesar, o falecimento, dia 31 de outubro, no Rio de Janeiro, do pesquisador da Embrapa Solos, Humberto Gonçalves dos Santos.

O pesquisador é um dos mais antigos pedólogos do Brasil e ainda atuava como coordenador do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) e autor do Manual de Descrição e Coleta de Solo no Campo, publicado pela SBCS.

Humberto estava na Embrapa desde 1965, quando a Empresa ainda era o Departamento Nacional de Pesquisa e Experimentação Agrícola, DNPEA.

Veja abaixo, notícia publicada pela Embrapa Solos.

Foto: Sergio Shimizu

A Ciência do Solo no Brasil está de luto. Faleceu na manhã desta quarta-feira (31/10), no Rio de Janeiro (RJ), aos 79 anos, o pesquisador da Embrapa Solos (RJ) Humberto Gonçalves dos Santos, cujo trabalho foi fundamental para a formulação da Carta de Solos do Brasil e do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS). Ele estava afastado de suas atividades desde junho, por problemas de saúde. Era casado com Lygia Bretas Rebello dos Santos e não deixou filhos.

Muito do que se conhece sobre os solos do Brasil e de toda a região tropical do planeta deve-se à atuação desse engenheiro agrônomo graduado em 1964 pela Escola Nacional de Agronomia, atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com mestrado em Ciência do Solo pela Cornell University, nos Estados Unidos (1977), e doutorado em Agronomia e Ciência do Solo pela UFRRJ (1987). Sua atuação incluiu atividades na gênese, morfologia, classificação, distribuição e ocorrência de solos no Brasil, os procedimentos que normatizam a execução de levantamentos de solos, a avaliação da aptidão agrícola e os zoneamentos agroecológicos e pedoclimáticos, chegando ao desenvolvimento da metodologia de mapeamento digital de solos, que incorpora técnicas inovadoras para o aumento da informação de solos, vital para o desenvolvimento brasileiro.

Humberto teve uma longa folha de serviços prestados à Ciência do Solo e à agropecuária brasileira. Ingressou no serviço público em 1965, no Departamento Nacional de Pesquisa e Experimentação Agrícola (DNPEA), onde permaneceu até 1975, quando ingressou na equipe de pioneiros do Centro de Pesquisas Pedológicas (CPP), no Rio de Janeiro (RJ), posteriormente Serviço Nacional de Levantamento e Conservação de Solos (SNLCS), atual Centro Nacional de Pesquisa de Solos (Embrapa Solos). Ao longo da carreira, foi colaborador de diversas universidades brasileiras e de institutos internacionais como United Nations Environmental Programe (Unep), no Quênia; International Institute For Aerospace Survey And Earth Sciences (ITC) e International Soil Reference and Information Centre (ISRIC), ambos na Holanda.

Além de ser um dos principais colaboradores da formulação do mapa de solos do Brasil (escala 1:5.000.000), participou ativamente, desde a década de 1960, da estruturação de sistemas de classificação de solos, que foram a base para a transferência de conhecimentos pedológicos – estudo do solo no seu ambiente natural – e para o uso e manejo de solos para a sustentabilidade da agricultura nacional.

O trabalho de Humberto e sua equipe ao longo de quatro décadas foi fundamental para a elaboração do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS), cuja primeira versão foi lançada em 1997. O pesquisador teve atuação decisiva à frente do Comitê Executivo do SiBCS, responsável pelo trabalho de avaliação, consolidação e organização de todo o Sistema, que é referência para pesquisadores, estudantes e produtores agrícolas. A obra, reconhecida como a mais importante do mundo em se tratando de solos tropicais, teve sua 5ª edição revista e ampliada lançada recentemente, no último mês de agosto, durante o XXI Congresso Mundial de Ciência do Solo, no Rio de Janeiro (RJ), ganhando também uma inédita versão em inglês. Humberto participou ativamente do projeto da nova edição.

Reconhecimento

Em 2015, ano em que completou 50 anos no serviço público, o pesquisador recebeu o prêmio Johanna Dobereiner, entregue anualmente pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) para expressar o reconhecimento às personalidades que tenham se distinguido por suas posições, ações, trabalhos, estudos e projetos na área da agronomia.

Na época, mesmo já com cinco décadas de serviços prestados ao Governo Brasileiro, à Ciência do Solo e à agropecuária, Humberto demonstrava motivação para continuar trabalhando. “Fico muito horado com essa homenagem, me dá muita satisfação. E é um grande estímulo para prosseguir na carreira”, disse à época. Ele continuaria ligado à Embrapa Solos até o seu falecimento.