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Os telefones da SBCS mudaram

Devido às mudanças no sistema de telefonia da Universidade Federal de Viçosa, onde está sediada a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, os números da SBCS também foram mudados. Fiquem atentos:

Secretaria da SBCS: (31) 3612 – 4542

Revista Brasileira de Ciência do Solo:  (31) 3612-4543

 

Open Science é o tema da nova edição do Boletim da SBCS

A SBCS desafiou a comunidade científica da ciência do solo a vislumbrar as mudanças que o conceito de Open Science vai trazer para a pesquisa brasileira. Descobrimos que o assunto ainda é novidade para muitos. Mas é preciso estar por dentro porque o conceito de Ciência Aberta é muito complexo, envolve mudanças significativas no modo de fazer e publicar nossas pesquisas e também porque já é uma realidade em todo o mundo.

Por isso, Open Science é o tema da nova edição do Boletim da SBCS que já está no ar aqui  no site da SBCS. A versão impressa é somente para os sócios.

UFC realiza 5ª Reunião Nordestina de Ciência do Solo

O Núcleo Regional Nordeste da SBCS e a e a Universidade Federal do Ceará promoveram, de 27 a 30 de maio, em Fortaleza-CE, a 5ª Reunião Nordestina de Ciência do Solo. O evento contou com a participação de 526 pessoas e a apresentação de 710 trabalhos científicos.  Foram apresentadas 25 palestras, duas conferências internacionais e 10 seminários.

A Reunião foi presidida pela professora Maria Eugênia Escobar e teve como tema “O solo como fator de produção frente às mudanças climáticas no Nordeste Brasileiro. Para ela, “apesar dificuldades financeiras para organização, o evento registrou a participação de pessoas de todas as regiões do Brasil e a qualidade dos trabalhos mostrou que a Região Nordeste tem muito para compartilhar e contribuir com a Ciência do Solo do Brasil.”

Durante o evento, o professor Fernando Felipe Ferreyra Hernandez  recebeu a Medalha “Prêmio Nordeste de Ciência do Solo.” A premiação reconhece o trabalho desenvolvido pelo professor Fernando Felipe para o desenvolvimento da Ciência do Solo na região Nordeste, especialmente, no Ceará. O homenageado é natural de Ica, Peru e formado em Agronomia pela Universidad Nacional Agraria La Molina (UNA-LM), em 1969. Fez Mestrado na mesma instituição, em 1972, e doutorado na ESALQ/USP, em 1978. Em 1980, tornou-se professor  no Programa de Pós-Graduação em Agronomia – Solos e Nutrição de Plantas da UFC, permanecendo  como professor visitante até 1983, quando foi efetivado no Departamento de Ciências do Solo. O professor Fernando Ferreira é responsável pelas disciplinas de “Química do Solo” e a de “Qualidade de Água de Irrigação e Solos Afetados por Sais” para os Programas de Pós-Graduação em Ciência do Solo e de Irrigação e Drenagem, bem como a disciplina de “Química e Fertilidade do Solo” para o curso de graduação em Agronomia da UFC. A dedicação do professor Fernando Ferreira a UFC também se estendeu às atividades administrativas, atuando como coordenador do Programa de Pós-Graduação em Agronomia – Solos e Nutrição de Plantas entre 1990 e 1994,  Chefe do DCS entre  2005-2009 e 2013-2017 e Supervisor do Laboratório de Análises de Solos, Plantas, Águas, Fertilizantes e Corretivos, onde são realizadas muitas das análises de estudantes de pós-graduação e de produtores rurais da região.

O professor Fernando, ao centro, com a presidente do evento, professora Maria Eugênia Escobar (UFC) e o presidente do Núcleo Regional Nordeste da SBCS, professor Júlio Nóbrega(UFRB)

 

Nepar promove a VI Reunião Paranaense de Ciência do Solo

A VI Reunião Paranaense de Ciência do Solo: O Desafio da produção Agropecuária com Baixo Impacto Ambiental  foi realizada entre os dias  28 e 31 de maio, em Ponta Grossa, com a presença de mais de 450 inscritos. O evento, promovido pelo Núcleo Estadual Paraná da SBCS (Nepar) também definiu a nova diretoria do Núcleo para os próximos dois anos.

Clique aqui para acompanhar a cobertura completa do evento.

 

Eleita a nova Diretoria do NEPAR

A nova diretoria do Núcleo Estadual Paraná da SBCS (Nepar/SBCS), foi apresentada como chapa única e eleita durante a VI Reunião Paranaense de Ciência do Solo, de 29 a 31 de maio, em Ponta Grossa, Paraná. A nova gestão tem mandato até 2021.

Conheça a nova diretoria

Diretor: Adriel Ferreira da Fonseca (UEPG)

Vice-diretora: Graziela Moraes de Cesare Barbosa (IAPAR)

Segundo vice-diretor: Cristiano André Pott (UNICENTRO)

Secretário: Marcelo Marques Lopes Muller (UNICENTRO)

Segundo secretário: Neyde Fabíola Balarezo Giarola (UEPG)

Tesoureiro:Tiago Santos Telles (IAPAR)

Segundo Tesoureiro: Leandro Rampim (UNICENTRO)

Para o conselho fiscal foram apresentados: Arnaldo Colozzi Filho (IAPAR), Luis Cesar Cassol (UTFPR) e Paulo Cesar Conceição (UTFPR) como Titulares e, Marcelo Augusto Batista (UEM) e Volnei Pauletti (UFPR), como suplentes.

O novo diretor do Nepar, Adriel Ferreira da Fonseca é professor da UEPG.

Salve nossos solos: encontrando maneiras de reduzir a erosão 

FAO organiza simpósio global para catalisar esforços para reduzir o esgotamento desse recurso não renovável, o solo

Cerca de 500 pessoas, de mais de 100 países, participaram, de 15 a 17 de maio, em Roma, do Simpósio Global sobre Erosão do Solo (GSER19). O evento foi promovido pela FAO/ONU, através da Global Soil Partnership (GSP) e se concentrou em catalisar os esforços para reduzir a erosão do solo, considerada uma das ameaças mais relevantes a esse recurso natural no nosso planeta.

A professora Lucia Helena Anjos (UFRRJ), que representa o Brasil e a SBCS no Intergovernmental Technical Panel on Soils (ITPS) participou do GSER19 e da décima sessão do ITPS, que ocorreu de 13 a 14 de maio. O ITPS é composto por 27 especialistas em solos que representam todas as regiões do mundo. A principal deste painel é fornecer aconselhamento científico e técnico e orientação sobre questões globais relacionadas ao tema solo para a Global Soil Partnership e atender às solicitações específicas apresentadas por instituições globais ou regionais. O ITPS defende a abordagem da gestão sustentável do solo nas diferentes agendas de desenvolvimento sustentável.

Erosão dos solos

Os fatores vento e chuva e também a agricultura mecanizada aceleram a erosão do solo e demanda a adoção de práticas e políticas para mitigar essa ação, antes que o mundo se depare com perdas calamitosas e irreversíveis em termos de produtividade agrícola e funções críticas do ecossistema.

“Os impactos negativos da erosão do solo são cada vez mais evidentes e a necessidade de trabalhar em conjunto cada vez mais urgente”, afirmou a diretora-geral adjunta da FAO para o Clima e Recursos Naturais, Maria Helena Semedo, durante a abertura do evento. “Temos soluções.Prevenir a erosão do solo através da educação, defesa e ações concretas no campo são a melhor maneira de manter solos saudáveis e ajudar a alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável”, disse ela.

A diretora também afirmou que, atualmente, o equivalente a um campo de futebol de solo é erodido a cada cinco segundos, e o planeta está em um caminho que pode levar à degradação de mais de 90% de todos os solos da Terra até 2050, disse Semedo. A erosão, desencadeada pela agricultura mecanizada intensiva, lavouras com monocultivo, pastoreio excessivo, expansão urbana, desmatamento e atividades industriais e de mineração, contribuem para acelerar a erosão do solo, o que pode resultar em perdas de produtividade de até 50%. “Como a fração carbono orgânico do solo é formada de partículas mais vulneráveis a serem removidas pela água ou pelo vento, a erosão também reduz o potencial do solo para mitigar e se adaptar às mudanças climáticas, desencadeando um “ciclo vicioso” no qual eventos climáticos extremos e erosão do solo se reforçam”, disse Semedo.

17 May 2019, Rome, Italy – Global Symposium on Soil Erosion – Atrium installation, FAO headquarters (Atrium).rrPhoto credit must be given: ©FAO/Giuseppe Carotenuto. Editorial use only. Copyright ©FAO.

GSER19

O GSER19 foi organizado ao redor de três temas chave que são interrelacionados: 1. Ferramentas e dados para avaliação da erosão do solo: criação, consolidação e harmonização; 2. Melhores práticas de controle da erosão identificadas nos últimos 20 anos e políticas para dar suporte a ações de redução da erosão induzida pelas atividades humanas; 3. Aspectos economicos da erosão do solo.

Entre os resultados esperados do simpósio estão: a produção de um mapa global de erosão do solo (GSERmap); a identificação de “hotspots globais”, visando ações prioritárias para o manejo do solo e controle da erosão; criar banco de dados sobre práticas efetivas de controle da erosão, de acordo com perspectivas regionais, e políticas para controle da erosão; e consenso sobre procedimento para realizar análises de custo-benefício de intervenções prospectivas para prevenir, remediar e mitigar a erosão do solo.

O Simpósio Global sobre a Erosão do Solo foi coorganizado pela FAO, a Parceria Global do Solo (GSP), o Painel Técnico Intergovernamental sobre Solos (ITPS), a Convenção da ONU para Combater a Desertificação e um programa conjunto dirigido pela FAO com a Associação Internacional de Energia Atômica para desenvolver usos para técnicas nucleares. para alimentação e agricultura. Durante o evento, a FAO lançou o livro “Soil erosion: the greatest challenge for sustainable soil management,. O livro, escrito pelo professor Dan Pennock (Canada’s University of Saskatchewan) faz um balanço do estado atual do conhecimento sobre a erosão do solo e afirma que foram publicadas mais pesquisas sobre o tema nos últimos três anos do que em todo o século XX.

Saiba mais em: http://www.fao.org/news/story/en/item/1194252/icode/

 

 

III Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos

A SBCS promoveu, entre os dias 7 e 10 de maio, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande (MS), a terceira edição do Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos. O evento contou com a participação de cerca de 250 pessoas entre pesquisadores, técnicos, acadêmicos, produtores e autoridades.

O Simpósio foi realizado pela Embrapa e UEMS, com o tema “Intensificação agropecuária sustentável em solos arenosos”.  O coordenado do evento, Guilherme Donagemma (Embrapa Solos, RJ) comentou a trajetória do simpósio, iniciado em 2014 em Presidente Prudente (SP), e ressaltou o esforço para discutir o tema devido à sua importância, como fronteira agrícola. “Não somente para o Estado de Mato Grosso do Sul, que tem extensas áreas, mas em regiões como de Matopiba. O que pretendemos é direcionar as pesquisas em solos arenosos, subsidiar a formação de políticas públicas, auxiliar os produtores na tomada de decisão e prover de informação e tecnologias os técnicos da extensão rural e assistência técnica”, afirma o especialista em física do solo.

Ele acrescenta que os solos arenosos representam, aproximadamente, 10% dos solos brasileiros. Em Mato Grosso do Sul está entre 15 e 20% e os índices são semelhantes para o Bioma Cerrado. Considerados com baixa aptidão agrícola, os solos arenosos quebraram paradigmas ao elevar a produtividade de grãos e carne, a partir da intensificação sustentável, por meio de sistemas integrados de produção, e gestão hídrica.

Para José Carlos Polidoro, chefe-geral da Embrapa Solos, a relação com os recursos naturais, como solo e água, precisa mudar, imediatamente. “A transformação passa pelo uso de tecnologias, considerando que no mínimo há 40 anos há informações disponíveis sobre esse ‘novo’ sistema de produção”. A principal delas, segundo Polidoro, é o zoneamento agroecológico, previsto legalmente, mas realidade em quatro Estados da Federação. O Mato Grosso do Sul  é um deles e está na terceira fase de desenvolvimento, com recursos do Governo do Estado e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para conclusão nos próximos anos.

Saiba mais sobre o evento em www.embrapa.br/gado-de-corte

(Fonte: Embrapa Gado de Corte)

 

Sergipe estabelece os VRQs de seus solos

A distribuição de elementos químicos (metais pesados, elementos comuns, tóxicos, etc) nos solos sob condições naturais ocorre de forma aleatória, mas generalizada, em toda área. Entretanto, as atividades antrópicas podem adicionar materiais que contêm esses elementos aos solos, os quais podem atingir concentrações muito altas, que comprometem a qualidade dos ecossistemas. Para atender aos requisitos impostos pela legislação vigente, os organismos de monitoramento ambiental necessitam de indicadores capazes de servir como referência para a avaliação continuada dos impactos ambientais causados pelas atividades antrópicas sobre os solos.

Nesse sentido, as Agências de Proteção Ambiental propõem o estabelecimento de valores orientadores que permitam identificar áreas poluídas ou contaminadas e, concomitantemente, avaliar o potencial de risco ao meio ambiente e à saúde humana. Os valores de referência de qualidade (VRQ) ou de background são orientadores que representam a medida da concentração natural de elementos químicos em solos sem influência humana. Esses valores podem ser estabelecidos a partir da determinação dos teores naturais desses elementos no solo, levando-se em consideração a variação das classes e das propriedades físicas e químicas do solo. No Brasil, com a crescente demanda social pela melhoria e manutenção da qualidade ambiental, realizaram-se alguns levantamentos dos teores naturais de metais pesados em solos com vistas a estabelecer valores orientadores para algumas regiões. Atualmente, pelo nosso conhecimento, apenas os estados de São Paulo (lançado em 2001), Minas Gerais (definidos em 2011), Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul (todos em 2014) possuem definidos estes valores. Conforme Reis et al (2016) em seu trabalho “Análise dos dispositivos legais nos estados brasileiros perante a Resolução 420/2009”, verificou-se que o alguns estados não cumprem a Resolução 420/2009 CONAMA por conta dos altos custos financeiros e as análises prolongadas, havendo necessidade de integração das instituições de pesquisa com órgãos ambientais oficiais para elaboração de estudos. Por conta disso, poucos estados fizeram, alguns inclusive analisaram de forma parcial a listagem completa dos elementos.

O estabelecimento de Valores Orientadores ou Valores de Referência de Qualidade do Solo (VRQs) tem sido prática usual nos países com tradição no monitoramento da qualidade de solos e águas subterrâneas no controle de áreas contaminadas e com potencial aplicação, tanto na prevenção da poluição de solos e águas subterrâneas, como no controle de áreas contaminadas. Com isto, objetiva-se o conhecimento da metodologia adotada e os valores orientadores estabelecidos como referência de qualidade, alerta e intervenção para proteção da qualidade de solos e águas subterrâneas.

O VQRS indica o limite de qualidade para um solo considerado limpo ou a qualidade natural das águas subterrâneas a ser utilizado em ações de prevenção da poluição do solo e das águas subterrâneas e no controle de áreas contaminadas. Foi estabelecido com base em análises químicas dos diversos tipos de solos. O valor de alerta indica uma possível alteração da qualidade natural dos solos e será utilizado em caráter preventivo e, quando excedido no solo, exige o monitoramento das águas subterrâneas, identificando-se e controlando-se as fontes de poluição. O valor de intervenção indica o limite de contaminação do solo e das águas subterrâneas acima do qual existe risco potencial à saúde humana. Ele será utilizado em caráter corretivo no gerenciamento de áreas contaminadas e, quando excedido, requer alguma forma de intervenção na área avaliada, de forma a interceptar as vias de exposição, devendo, assim, ser efetuada uma avaliação de risco caso a caso.

Há aproximadamente cinco anos, uma equipe multidisciplinar do Departamento de Engenharia Agronômica – DEA, da Universidade Federal de Sergipe – UFS, coordenado pelo professor Alceu Pedrotti e apoiada pelo professor Sandro Holanda, percorreram toda a área do estado coletando, aproximadamente, 40 amostras compostas de solos representativos em termos de distribuição geográfica e classes de solos, identificadas pelo atual Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos, em distintos ecossistemas e em áreas minimamente perturbadas por atividades humanas. Após as análises químicas devidas, identificou-se na prática, os teores de diversos elementos químicos naturalmente presentes nestes solos, uma vez que os mesmos possuem condições especificas de material de origem, clima, nível de atuação de organismos, situação na paisagem e tempo de formação, aliada as condições especificas de clima ocorrentes nos diferentes locais representativos. Com isto percebe-se que em Sergipe há uma grande variabilidade de classes de solo, embora sejamos o menor estado do país. No entanto, tais classes são altamente diversificadas em associação com os diversos fatores relatados acima, o que amplia o potencial de uso dos solos frente às diversas explorações antrópicas. Desta forma, a diversificação é peculiar para as nossas condições, que muitas vezes são endêmicas da vegetação, como no caso da área do Parque Nacional da Serra de Itabaiana, tornando ainda necessário o estabelecimento dos VRQs no estado e o atendimento à Resolução CONAMA 420/2009. O desenvolvimento do Projeto, amparado financeiramente pelo CENPES da Petrobrás, contou com a participação técnica direta do pesquisador André Moreira de Souza Filho (Petrobras). A equipe do professor Gilson Moura Filho (UFAL) realizou o mesmo levantamento para o estado de Alagoas. Já o professor Germano Melo Junior (UFRN) atuou como consultor nas ações em ambos os estados avaliados.

Em dezembro de 2016, o relatório final do projeto de pesquisa foi apresentado à diretoria e ao corpo técnico do órgão ambiental de Sergipe – a ADEMA. O projeto foi desenvolvido em conjunto para o estado de Alagoas, com o apoio, além da Universidade Federal de Sergipe, das Universidades Federais de Alagoas e do Rio Grande do Norte, com apoio técnico e financeiro do CENPES da Petrobras. No final de 2018 o projeto foi  aprovado no Conselho Estadual de Meio Ambiente – CEMA, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos – SEMARH. Em abril de 2019 foi aprovada a Resolução No. 01/2019, que dispõe sobre os critérios e Valores de Referência da Qualidade do Solo (VRQ) do estado de Sergipe no que diz respeito à presença de substâncias químicas para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas. A Resolução estabelece oficialmente estes parâmetros para uso em diversas ações ambientais na abrangência do estado, servindo como importante referência para fiscalização e monitoramento em áreas impactadas, aspecto primordial, tanto para as empresas que atuam nesta área, como para o órgão ambiental responsável pelo ordenamento de tais atividades.

Através de seus órgãos reguladores, o estado de Sergipe sai à frente da maioria dos estados brasileiros, visando o ordenamento das atividades econômicas sobre este importante recurso natural. Nossos especiais agradecimentos a toda a equipe envolvida e aos órgãos integrantes desta importante ação, culminando no efetivo resultado – CENPES, UFS, UFAL, UFRN, Cenpes e Petrobras, além da ADEMA-Se. e Conselho Estadual de Meio Ambiente de Sergipe.

Alceu Pedrotti é professor na Universidade Federal de Sergipe.

Locais de coleta